sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Longínquo

A plenitude é um risco no horizonte
Que vislumbro com opaca visão
Imerso no mar ácido da infinitude das sensações humanas
Ressaca marinha do imprevisível de cada instante da vida
O líquido viscoso já passa o pescoço!

Queixo suspenso, respiro em total zelo
Não vejo mais nada ao redor
Só aquele risco distante que sempre estar por vir
Assim como eu, juntos presos no hiato
Do tempo eterno do impossível.


Vitor "Bardo" Ventura.

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