sábado, 16 de junho de 2018

Além de toda sensatez, senso de justiça, convicções éticas e morais que dignamente venham moldar o indivíduo, não existem verdades ideológicas que sobrevivam as razões do tempo. Tudo pode (e deve) ser revisto, reanalisado!
As certezas tendem ser anacrônicas. Forjadas em egoístas e efêmeras perspectivas.


Vitor "Bardo" Ventura

domingo, 20 de maio de 2018

Momentos avessos

Encontros casuais,
Contato profundo.
Todo segundo é um mundo
De frações calorosas do meu ser.

Se assim não for
Muito mais em mim me incomoda.
Toda nossa fuga é minha culpa
E isso sempre me aparova!

Eu, meu freio justo de mim mesmo.
Fábrica de tudo que é saudade
De congruentes intensos desejos.

Desperdiço-me.
Desperdiço você.
Desperdiço meu lado bom,
Nossas possibilidades.


Vitor "Bardo" Ventura.

sábado, 31 de março de 2018

Jaz a Paz.

A paz pereceu!
Enganada, sonegada, estuprada!
Trocada a preço de nada.

Pouco antes, ainda viva, velada.
A paz emudeceu!

Seu grito preso de eficacia indiferente.
De gente fraca que disfarça uma voz quente.
Milhões de veias estouradas em gargantas ausentes,
Expurgando palavras suaves que o instinto jamais entende.

É essa paz que nos trai.
Ela reina inocente!

Fraca, sem álibi, dolosa ingênua cena.
Seu sorriso não ganha, só sua alma que pena.

Em paz, passiva.

Uma essência frígida que pulsa
Harmonias de postas dilaceradas.
Manipulada, és a própria negação da guerra
Que insiste em competir calada!

Jaz a paz,
E toda sua espectra beleza!

Nobre jaz!


Vitor "Bardo" Ventura.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Anseio de um Político. (Esperança esquartejada)

Deixou que eu te matasse.
Só assim pude sentir o prazer
De provar o mais profundo controle.
Por todo seu corpo, sua mente, seu espírito!

Sentir no ar o cheiro da tua morte
Que exalou de você como carne fresca,
Na feira dominical de moscas sujas!

Lambuzei-me com o sangue que escorreu na arma branca.
Lavando a minha mão com seu líquido quente.
Vendo sua alma evaporar com o calor
Da minha excitação aurora!

E então, com sua esperança esquartejada,
Gozei da paz de depois não sentir nada.
Depois de tudo escolhi o nada.
E lá, morou comigo cada impulso maldito.


Vitor "Bardo" Ventura.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Toalha branca

Diga-me o que é meu!
E levo apenas o excedente, por inteiro!
Todo o desconforto do hesitar preterido.
Todo tom bege que caminha comigo.

Toda tua dúvida da certeza de me amar.

Chegando soberbo após duras verdades.
De coerência derrotada, já insignificante.
Arriscaria-me eloquente ainda?

Por bem, esqueça!

Pois, nem tão pouco é sua culpa.
Somente é o meu vazio ateu que nos molda.

Não. Não se incomode. 
Muito menos aceite essa perspectiva turva.
Vou daqui me afastar... Te desmerecer.

Seguirei cantando a favor de fantasmas. 

Vibrando no vácuo dos sentimentos mortos.
Minha disgeusia severa do amor.


Vitor "Bardo" Ventura.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Perfeita assimetria

Observo a vida, por inteira é mudança.
É a própria vida maior que a esperança.
Em suas mutações sempre soberanas,
Transborda-se em pragmático descontrole.

Assimetria que humanos jamais espera.
Mesmo firmada por todas as eras,
Nunca nos basta em nossa ilusão de grandeza.

É a vida a medida dela mesma.
Sensato mistério exilado nele mesmo.
O presente mais rebelde
Desfrutando do mundo
Do futuro do pretérito imperfeito.


Vitor "Bardo" Ventura.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Avenida no domingo

Há diversas passagens tuas aqui.
E passam sem fim.
Com pudor ou alvoroço,

Descarte um revés.
Não há Juízo (a)Final!
Sem duvidar-se, por inteira,

Passe por mim!
Sempre foi tua a preferência.
Vem, rasgue-me se sentir!

Abuse,
Atravesse-me!

Pois sem tu,
Sou universo de mundos inabitáveis.
Uma diminuta complexidade obsoleta.



Vitor "Bardo" Ventura.