quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Tempo

O tempo é o movimento sem retorno
É o passo sem hesitação
O instante sem memória
A eterna reticência
De um juramento sem promessa

O meio que não caminha para o fim
E que por seu brio não retorna
Faz-se ilusão de infinito
Em plena paz do seu próprio limbo
Um finito pai de si mesmo
Caminhando na eternidade do desconhecido

É o tempo o deus mais destemido!



Vitor "Bardo" Ventura

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Longínquo

A plenitude é um risco no horizonte
Que vislumbro com opaca visão
Imerso no mar ácido da infinitude das sensações humanas
Ressaca marinha do imprevisível de cada instante da vida
O líquido viscoso já passa o pescoço!

Queixo suspenso, respiro em total zelo
Não vejo mais nada ao redor
Só aquele risco distante que sempre estar por vir
Assim como eu, juntos presos no hiato
Do tempo eterno do impossível.


Vitor "Bardo" Ventura.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Protagonista

Ele é Sagaz.
Inteligente a maior parte do tempo. Mesmo se sua linha de pensamento estiver equivocada, ainda assim demostra uma teoria plausível.
Ele é sábio.
O melhor amigo da sorte.
Ele é competitivo, não sempre, mas o melhor quando não tem saída.
Ele é belo. Outras vezes no mínimo exótico.
Quando parece não ser forte, ele se supera ao ponto de equivaler a ser.
Ele é sensato.
Também possui boa e oportuna ironia.
Ele pode ser tímido, mas todos encaram também como seriedade.
Ele resolve as coisas.
Nem sempre tem o senso perfeito da moral, mas possui bastante carisma.
Tem um espírito independente.
É o gestor de sua vida. Senhor de si.
Respeita quem estar ao seu lado e deseja que ela cresça.
Ele protege. Em momentos de perigo sempre chega na hora oportuna.
Ele cria soluções, muito criativo.
Pode muitas vezes possuir um humor inteligente, mesmo os mais sérios são mais engraçados no momento devido.
Ele é habilidoso. Seu senso de aprendizagem, às vezes até pouco ortodoxa, o leva a soluções incríveis
Ele é espirituoso, mesmo por vezes não demonstrando a escolha ou pertencer a religião alguma, respeita no fundo as alternativas, ainda que ironize determinados comportamentos e estórias.
Ele se mostra compreensível, pois, quando raramente perde na razão dos fatos, demostra respeito pela inteligência alheia.
Ele possui um excelente poder de decisão.
Ele quase nunca morre, e mesmo assim quando morre, não perde sua posição.
Ele é tranquilo muitas vezes. Pode ser duro, até impetuoso, mas não senti vaidade alguma por isso.
Ele é tolerante.
Excelente motorista.
Raramente perde. E sempre aprende com o revés.
Ele tem uma ótima pontaria.
Épica criatura!
Fuck you Hollywood!


Vitor "Bardo" Ventura.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Com o tempo é:
Deixar um pouco a vaidade de lado
Sem perder a elegância.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Universo Paralelo

Já fomos o mesmo
Quando tudo era o vazio
Ignorava-se o conteúdo.
Quando o mundo era desconhecido
Eramos o mesmo: Nada!

Antes da primeira palavra ouvida
Antes da primeira lágrima caída
Antes da primeira respiração
Contra toda a luz da primogênita visão

ERAMOS O MESMO

E o que te guia a você?
A natureza da interpretação!
O maldito que se pergunta perante
O bendito que se ignora num instante

Somos quem deveríamos
Em nossos mundos.


Vitor "Bardo" Ventura.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nas trincheiras

Somos reféns de nossas virtudes
Quando o que era dádiva se torna um fardo
A alma perde o parâmetro
E a paz torna-se guerra.



Vitor "Bardo" Ventura

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Suplício da Quimera


Perdoe-me Senhor pelo egocentrismo excêntrico
Perdoe-me Senhor por julgar sem nem mesmo conhecer
Perdoe-me Senhor por não chorar a morte do meu parente
Perdoe-me Senhor por não ter dividido o pão quando necessário

Senhor, perdoe todas as mentiras nocivas que um dia falei
Senhor, perdoe as inofensivas também
Senhor, perdoe a dor que um dia desperdicei
Senhor, perdoe as lágrimas que fiz derramar por pura insensatez

Perdoe-me Senhor por sorrir sem sentir nenhuma emoção
Perdoe-me Senhor pois já me senti mal com a felicidade alheia
Perdoe-me Senhor por nunca ter aprendido direito a pensar
Perdoe-me Senhor por não ter memória

Perdoe-me Senhor por jamais ter contado de fato uma história
Perdoe-me Senhor pelo olhar do cego que outrora ignorei
Perdoe-me Senhor pelo Amor que de fato nunca dei

Senhor, nos perdoe! 




Vitor "Bardo" Ventura