quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Perspectiva distorcida

A luz não é mais esperança
É uma mera ilusão de fim do túnel.
A fraude assumida que nos ilude a caminhar
Face a nossa incapacidade de amar

Amar por inteiro o desconhecido
Em um destemido prazer imensurável
Numa insaciável busca intangível
Deixemo-nos amar o desconhecido!

Mas cultivamos o anseio da morte
Incisiva foice visceral de almas perdidas
Sujando a pureza prévia do inconsciente
O ódio de uma criança pela vida...

...De repente

Se (a)pegando na maldade fulcral humana:
Negação do seu próprio sofrimento!
Induzindo deliberadamente o esquecimento
Numa hipocrisia entorpecente sedativa

Consciências fartas de sua existência.
Disfarça em certezas o medo
E nele constrói um abrigo
A própria escuridão do túnel
O farsante espectro de Luz.



Vitor "Bardo" Ventura.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Tempo

O tempo é o movimento sem retorno
É o passo sem hesitação
O instante sem memória
A eterna reticência
De um juramento sem promessa

O meio que não caminha para o fim
E que por seu brio não retorna
Faz-se ilusão de infinito
Em plena paz do seu próprio limbo
Um finito pai de si mesmo
Caminhando na eternidade do desconhecido

É o tempo o deus mais destemido!



Vitor "Bardo" Ventura

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Longínquo

A plenitude é um risco no horizonte
Que vislumbro com opaca visão
Imerso no mar ácido da infinitude das sensações humanas
Ressaca marinha do imprevisível de cada instante da vida
O líquido viscoso já passa o pescoço!

Queixo suspenso, respiro em total zelo
Não vejo mais nada ao redor
Só aquele risco distante que sempre estar por vir
Assim como eu, juntos presos no hiato
Do tempo eterno do impossível.


Vitor "Bardo" Ventura.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Protagonista

Ele é Sagaz.
Inteligente a maior parte do tempo. Mesmo se sua linha de pensamento estiver equivocada, ainda assim demostra uma teoria plausível.
Ele é sábio.
O melhor amigo da sorte.
Ele é competitivo, não sempre, mas o melhor quando não tem saída.
Ele é belo. Outras vezes no mínimo exótico.
Quando parece não ser forte, ele se supera ao ponto de equivaler a ser.
Ele é sensato.
Também possui boa e oportuna ironia.
Ele pode ser tímido, mas todos encaram também como seriedade.
Ele resolve as coisas.
Nem sempre tem o senso perfeito da moral, mas possui bastante carisma.
Tem um espírito independente.
É o gestor de sua vida. Senhor de si.
Respeita quem estar ao seu lado e deseja que ela cresça.
Ele protege. Em momentos de perigo sempre chega na hora oportuna.
Ele cria soluções, muito criativo.
Pode muitas vezes possuir um humor inteligente, mesmo os mais sérios são mais engraçados no momento devido.
Ele é habilidoso. Seu senso de aprendizagem, às vezes até pouco ortodoxa, o leva a soluções incríveis
Ele é espirituoso, mesmo por vezes não demonstrando a escolha ou pertencer a religião alguma, respeita no fundo as alternativas, ainda que ironize determinados comportamentos e estórias.
Ele se mostra compreensível, pois, quando raramente perde na razão dos fatos, demostra respeito pela inteligência alheia.
Ele possui um excelente poder de decisão.
Ele quase nunca morre, e mesmo assim quando morre, não perde sua posição.
Ele é tranquilo muitas vezes. Pode ser duro, até impetuoso, mas não senti vaidade alguma por isso.
Ele é tolerante.
Excelente motorista.
Raramente perde. E sempre aprende com o revés.
Ele tem uma ótima pontaria.
Épica criatura!
Fuck you Hollywood!


Vitor "Bardo" Ventura.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Com o tempo é:
Deixar um pouco a vaidade de lado
Sem perder a elegância.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Universo Paralelo

Já fomos o mesmo
Quando tudo era o vazio
Ignorava-se o conteúdo.
Quando o mundo era desconhecido
Eramos o mesmo: Nada!

Antes da primeira palavra ouvida
Antes da primeira lágrima caída
Antes da primeira respiração
Contra toda a luz da primogênita visão

ERAMOS O MESMO

E o que te guia a você?
A natureza da interpretação!
O maldito que se pergunta perante
O bendito que se ignora num instante

Somos quem deveríamos
Em nossos mundos.


Vitor "Bardo" Ventura.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Nas trincheiras

Somos reféns de nossas virtudes
Quando o que era dádiva se torna um fardo
A alma perde o parâmetro
E a paz torna-se guerra.



Vitor "Bardo" Ventura