Abalos sísmicos por trovões silenciosos.
Nas entrelinhas da auto suspeição,
No cansaço das repetidas palavras,
Mesmo outras palavras sob as mesmas questões.
Reiteradas emoções compartilhadas,
Ludibriando-se, naturalmente equivocadas,
Com o subterfúgio da ideia de unicidade humana.
Esta singularidade deveras má interpretada.
Subserviente do viver somente para o ser ser entendido.
Ou pelo sacrifício honroso de parâmetros enganosos.
Reduzimos assim nossa sociedade.
Uma guerra de renegadas reflexões
Do que nos torna distintas perspectivas,
Mesmo na possibilidade ínfima de não sê-las.
Sim,
Foi neste mundo que adoeci!
Tomado por uma síndrome carrasca,
Parte antagonista da minha querida vaidade,
Jogando-me à negação de meus pré-requisitos invioláveis.
Sou a contrapartida da austeridade do previsível.
A fadiga redentora de uma disponibilidade ininterrupta.
Vitor "Bardo" Ventura.
sábado, 8 de junho de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Vaidade
Tenho carência de solidão
E não a encaro como descontinuidade.
Eu rompo com anseio as emoções
Da insuportável racionalidade.
Misturo-me com o cinza
Desbotado que me rodeia.
Com o impulso a pulso
Abrupto que me desnorteia.
Vivo o avulso enervado
Em sua intrínseca natureza.
Já considero inferno
Um céu que me deseja.
Nas sobras de minhas pálidas entranhas,
Convicto de meias verdades
E de certezas que aprendi a negar
Imerso em minha arredia vaidade.
Vitor "Bardo" Ventura.
E não a encaro como descontinuidade.
Eu rompo com anseio as emoções
Da insuportável racionalidade.
Misturo-me com o cinza
Desbotado que me rodeia.
Com o impulso a pulso
Abrupto que me desnorteia.
Vivo o avulso enervado
Em sua intrínseca natureza.
Já considero inferno
Um céu que me deseja.
Nas sobras de minhas pálidas entranhas,
Convicto de meias verdades
E de certezas que aprendi a negar
Imerso em minha arredia vaidade.
Vitor "Bardo" Ventura.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Eu te quero em liberdade!
Sem pretensões,
Floretos ou folders em branco.
Sou apenas um canto
Empático a suas duras profundas verdades.
Que um dia possam me inspirar.
E ser como tu, soberana!
Proporcionar-me entender,
E amar, essa robusta autonomia cigana.
Sentir-me num universo que não se basta.
No aforismo das emoções,
No limiar das razões,
No interpretar impreciso,
E, por ser assim, exímio,
dessa vida ingenuamente julgada.
Vitor "Bardo" Ventura.
Sem pretensões,
Floretos ou folders em branco.
Sou apenas um canto
Empático a suas duras profundas verdades.
Que um dia possam me inspirar.
E ser como tu, soberana!
Proporcionar-me entender,
E amar, essa robusta autonomia cigana.
Sentir-me num universo que não se basta.
No aforismo das emoções,
No limiar das razões,
No interpretar impreciso,
E, por ser assim, exímio,
dessa vida ingenuamente julgada.
Vitor "Bardo" Ventura.
domingo, 20 de maio de 2018
Momentos avessos
Encontros casuais,
Contato profundo.
Todo segundo é um mundo
De frações calorosas do meu ser.
Se assim não for,
Muito em mim me incomoda.
Toda nossa fuga é minha culpa,
E isso sempre me apavora!
Eu, meu freio justo de mim mesmo.
Fábrica de tudo que é saudade,
De incongruentes intensos desejos.
Desperdiço-me.
Desperdiço você,
Meu lado bom...
...Nossas possibilidades.
Vitor "Bardo" Ventura.
Contato profundo.
Todo segundo é um mundo
De frações calorosas do meu ser.
Se assim não for,
Muito em mim me incomoda.
Toda nossa fuga é minha culpa,
E isso sempre me apavora!
Eu, meu freio justo de mim mesmo.
Fábrica de tudo que é saudade,
De incongruentes intensos desejos.
Desperdiço-me.
Desperdiço você,
Meu lado bom...
...Nossas possibilidades.
Vitor "Bardo" Ventura.
sábado, 31 de março de 2018
Jaz a Paz.
A paz pereceu!
Enganada, sonegada, estuprada,
Trocada a preço de nada.
Pouco antes, ainda viva velada.
A paz emudeceu!
Seu grito preso de eficacia indiferente.
De gente fraca que disfarça uma voz quente.
Milhões de veias estouradas em gargantas ausentes,
Expurgando palavras suaves que o instinto jamais entende.
Sim, é nossa Paz que nos trai.
Ela reina inocente!
Fraca, sem álibi, dolosa ingênua cena.
Seu sorriso não ganha,
só sua alma que pena...
...Ineficaz,
Passiva, frágil e soturna.
E sua essência frígida que pulsa
Harmonias de postas dilaceradas!
Manipulada,
És a própria negação da guerra
Que insiste em competir calada!
Jaz a paz,
E toda sua espectra beleza!
Nobre jaz!
Vitor "Bardo" Ventura.
Enganada, sonegada, estuprada,
Trocada a preço de nada.
Pouco antes, ainda viva velada.
A paz emudeceu!
Seu grito preso de eficacia indiferente.
De gente fraca que disfarça uma voz quente.
Milhões de veias estouradas em gargantas ausentes,
Expurgando palavras suaves que o instinto jamais entende.
Sim, é nossa Paz que nos trai.
Ela reina inocente!
Fraca, sem álibi, dolosa ingênua cena.
Seu sorriso não ganha,
só sua alma que pena...
...Ineficaz,
Passiva, frágil e soturna.
E sua essência frígida que pulsa
Harmonias de postas dilaceradas!
Manipulada,
És a própria negação da guerra
Que insiste em competir calada!
Jaz a paz,
E toda sua espectra beleza!
Nobre jaz!
Vitor "Bardo" Ventura.
segunda-feira, 5 de março de 2018
Anseio de um Político. (Esperança esquartejada)
Deixou que eu te matasse.
Só assim pude sentir o prazer
De provar o mais profundo controle.
Por todo seu corpo, sua mente, seu espírito!
E sentir no ar o cheiro da tua morte,
Que de te exalou como carne fresca
Na feira dominical de moscas sujas!
Lambuzei-me com o sangue que escorreu na arma branca.
Lavando a minha mão com o seu líquido quente.
Vendo sua alma evaporar com o calor
Da minha excitação aurora!
E então, com sua esperança esquartejada,
Gozei da paz de depois não sentir nada.
Depois de tudo escolhi o nada.
E lá morou comigo cada impulso maldito.
Vitor "Bardo" Ventura.
Só assim pude sentir o prazer
De provar o mais profundo controle.
Por todo seu corpo, sua mente, seu espírito!
E sentir no ar o cheiro da tua morte,
Que de te exalou como carne fresca
Na feira dominical de moscas sujas!
Lambuzei-me com o sangue que escorreu na arma branca.
Lavando a minha mão com o seu líquido quente.
Vendo sua alma evaporar com o calor
Da minha excitação aurora!
E então, com sua esperança esquartejada,
Gozei da paz de depois não sentir nada.
Depois de tudo escolhi o nada.
E lá morou comigo cada impulso maldito.
Vitor "Bardo" Ventura.
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Toalha branca
Diga o que é meu
E levo apenas o excedente... Por inteiro!
E todo o desconforto de um hesitar preterido.
E todo tom bege que caminha comigo.
Toda tua dúvida da certeza de me amar.
Todo chegar soberbo após duras verdades.
A coerência derrotada, insignificante.
A aventura de uma eloquência fingida.
Por bem, esqueça!
Pois, nem tão pouco é sua culpa.
Somente é o meu vazio ateu que nos molda.
Não. Não se incomode.
Muito menos aceite essa perspectiva turva.
Vou daqui me afastar... Te desmerecer.
Seguirei cantando a favor de fantasmas.
Vibrando no vácuo dos sentimentos mortos.
Minha disgeusia severa do amor.
Vitor "Bardo" Ventura.
E levo apenas o excedente... Por inteiro!
E todo o desconforto de um hesitar preterido.
E todo tom bege que caminha comigo.
Toda tua dúvida da certeza de me amar.
Todo chegar soberbo após duras verdades.
A coerência derrotada, insignificante.
A aventura de uma eloquência fingida.
Por bem, esqueça!
Pois, nem tão pouco é sua culpa.
Somente é o meu vazio ateu que nos molda.
Não. Não se incomode.
Muito menos aceite essa perspectiva turva.
Vou daqui me afastar... Te desmerecer.
Seguirei cantando a favor de fantasmas.
Vibrando no vácuo dos sentimentos mortos.
Minha disgeusia severa do amor.
Vitor "Bardo" Ventura.
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